sábado, 4 de dezembro de 2010

Comentando Cinema: A Rede Social





Confesso que, após o término do filme, fiquei olhando para a tela de meu computador, como se não acreditasse que o filme terminaria daquela forma. (Calma, nessa parte do texto não vou revelar detalhes significativos da trama) E ao notar de que eu não estava enganado, fiquei com um misto de sensações a respeito do filme. Havia gostado muito das interpretações, que foram seguras e bem estruturadas, e, principalmente, da agilidade do roteiro, feito de uma maneira muito inteligente, algo que traçou muito bem uma característica do nosso protagonista e do filme em si. Contudo, ao mesmo tempo que me deleitava com uma história que conseguia, de fato, prender a atenção do autor, não queria acreditar que as coisas eram realmente daquele jeito.
Ok, eu sei que as pistas foram deixadas durante todo o filme, mas acho que esperava algum tipo de redenção do personagem ou que ele não fosse tão babaca quanto aparentava ser. E o filme foi imparcial a respeito disso. Não foi por nenhuma das duas saídas. E isso faz com que "A Rede Social" seja ainda mais genial, por não nos apresentar a saída mais fácil, um vilão e um mocinho, e sim a história de um jovem muito excêntrico que ficou rico em pouquíssimo tempo. A verdade é que sua personalidade extremamente infantil e sua dificuldade em ter relações inter-pessoais que não estivessem conectadas a um computador o levaram a um caminho no qual o dinheiro e a ambição se tornaram mais importantes que o respeito e companheirismo de seus amigos, e, no caso dele, de seu único amigo. Contudo, o carisma apresentado pelo ator e o retrato que o diretor mostra dele faz com que, ao mesmo tempo, entendamos todas essas atitudes como a de um menino mimado que, de fato, nunca entendeu o mundo em que vivia. 

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