terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Finais



Ou seriam ciclos?

    Chuck teve o seu fim. Depois de 5 anos lutando contra o cancelamento, a série teve sua última temporada, a qual encerrou mês passado. Confesso que nunca fui bom com finais de séries. Finais, de maneira geral, para ser ainda mais sincero. Aliás, acredito que isso seja senso comum a maioria das pessoas, infelizmente. Principalmente com aquelas coisas e pessoas que gostamos e aprendemos a nos acostumar em nosso dia a dia. Por quase 5 anos, chorei, me emocionei, ri, torci e me apeguei de verdade à essa história onde o nerd conquista a garota e se torna um espião de verdade. Foi difícil ver isso acabar. É difícil ver as coisas que gostamos acabando e não poder fazer nada em relação a isso. É mais complicado ainda quando vemos esse ciclo se fechando aos poucos, e ficamos totalmente a mercê do que está por vir. Contudo, é irônico perceber como nossos finais, sejam eles de relacionamento, de amizade, de um ano propriamente dito ou de uma fase qualquer das nossas vidas, marcam também o começo de um novo ciclo, de novos amores, sonhos, desilusões...
       Mais do que simplesmente quebrar com a nossa rotina, os finais nos tiram da nossa zona de conforto, obrigam-nos a ir atrás de novos objetivos, pessoas e sentimentos, mesmo que a nossa tendência natural seja voltar a aquilo que já estamos acostumados, a  buscar emoções que já sentimos antes, já conhecidas, seguras e confiáveis, seja isso através de pessoas ou de situações. Ir atrás da nossa tão sonhada estabilidade, principalmente da emocional. Fernando Pessoa já falava de um grande vício do ser humano de não se livrar das roupas usadas, que nao cabem mais, e que nos levam sempre para os mesmos caminhos...
       Sabe aquela frase que diz que no final tudo dá certo? Pois é, isso passa longe de ser verdade. Finais felizes não são uma obrigatórios nas nossas vidas. Arrisco-me a dizer, aliás, que são até mais raros e superestimados do que se geralmente pensa. Eles são, em essência, consequência de como nós encaramos finais e recomeços, mesmo não tendo a mínima ideia de onde eles vão dar. Se voce for parar pra pensar, é até legal essa expectativa do que está por vir, do que ainda nos falta descobrir... Seguir em frente se torna necessário para que aproveitemos o resto da estrada.

Um comentário:

  1. É verdade, Davizinho. E umas dessas coisas que tiveram fim, ou vamos dizer, um esfriamento, foi a nossa amizade. Momentos felizes, tristes, desesperadores, todos esses passaram por nossas vidas e nós vivemos muitos deles juntos. Pensar que a gente se distanciou e pouco sabemos hoje que rumo o outro tomou na vida, inquieta muito o meu coração. Eu não consegui me acostumar com isso, sinto sua falta, falta das nossas conversas e de todos duvidarem que nós só tinhamos uma bela e verdadeira amizade. Por mais que a distancia, aparentemente, possa ter vencido os nossos sentimentos, por mais incrível que pareça, ainda tenho certeza que se um dia eu ligar, aparecer, te procurar, desesperada pedindo a sua ajuda, você fará de tudo pra me ajudar. É incrível, a gente se vê praticamente uma vez ao ano, mas ainda sinto isso. Acho que isso é o significado da existência de uma grande amizade que o conceito de fim não alcança, pois o que pode ser maior do que a amizade verdadeira, a confiança e o amor, que reina nesse relacionamento. Então, amigo, é, ainda te chamo assim e sempre vou chamar, saiba que eu ainda estou aqui, pronta pra te ouvir, te escutar, te aconselhar, te ajudar, rir e chorar ao seu lado como sempre fizemos. Porque? Porque o amor de irmão, um amor de confiança, de companheirismo ainda bate no meu coração. Amo você, amigão!

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